sábado, 26 de abril de 2025
- A certeza do fim
- Normal
Eu bebi com o pessoal do trabalho...
31 anos...
Eu pensei que eu saberia o que tô fazendo, da vida, não do dia.
A gente bebeu e fumou 1 na frente do fofoqueiro mais conservador da empresa... mas como meu chefe falou, a única pessoa que importa é a minha mãe.
Eu tô sentada no metro e vagou o lugar pra um cara sentar ao lado do filho, o moleque deve ter uns 7 anos. Não tão criança, mas não com tantas certezas...
Ele faz cócegas no filho por umas 5 estações, sem cansar... quem ele quer enganar?
Ninguém? É só como um pai deveria ser?
Ele começa a me fazer pensar em ter filhos,
Será que isso não é o normal? Ideal?
Ele me olha pelo vidro escuro da janela do metro,
Quase como quem lê meus pensamentos...
Ele lê. Ele sabe o que eu tô pensando e me encara por 1 segundo, como se me dissesse um parágrafo completo.
Eu te odeio.
Porque você tá certo.
Filho da puta pretensioso.
*Texto escrito em 2023.
sábado, 21 de outubro de 2023
- 13 anos em 22 de outubro de 2023
sexta-feira, 14 de julho de 2023
- Somente eu
Fazem 16 graus lá fora e eu bebi uma garrafa de carménère
Fiquei sem sono apesar de ser sexta
Fui tomar banho apenas pra dormir
Mas banho quente é muito bom, né?
Melhor do que podia imaginar, tomar banho já não era uma necessidade, era uma sensação
Água quente esquentando meu corpo
Pensei em como poderia melhorar este momento...
E se eu jogar óleo no meu corpo todo?
Ao invés de me secar, continuar na água quente?
Bom...
O cheiro de flor de baunilha preenche o ambiente
Muito bom sentir minha pele, muito bom minhas mãos massagearem meu próprio corpo
Muito bom...
Eu posso fazer qualquer coisa por mim
Incrível sentir prazer em mim.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2021
- Fermentação
sábado, 9 de maio de 2020
- Alguém vivendo a vida minha vida
sábado, 24 de agosto de 2019
- Ansiedades
Eu sei o motivo, sei que meu corpo fica tenso o dia todo, que meu esforço físico é maior do que parece.
Durante a pior época da depressão, sempre convivi com uma forte ansiedade. Mas foi um período turvo, minha ansiedade se resumia a meus relacionamentos e a forma como as pessoas me viam. Acredito que tinham outras razões, mas nunca consegui identificar.
Agora eu vejo a ansiedade de forma mais clara, percebo as questões que me fazem não conseguir relaxar. O problema disso é que quase tudo tem sido motivo. Não sei se estou passando por um período digno de uma produção cinematográfica, ou se a ansiedade me traz uma óptica distorcida dos fatos. Fico com a segunda opção, já que somos amigas de longa data, conheço suas curvas.
O dia amanheceu e desisti de dormir.
Sentada na janela olhando as nuvens cruzem meu campo de visão, resolvi que era melhor olhar o mar.
O mar que sempre me fez bem, me ajudou a refletir sobre questões tão importantes e revolucionárias dentro do meu universo.
Então eu fui colocar meus pés na areia, e tentar me sentir como me sentia no passado. Faz muito tempo que não me sinto livre, o dia a dia é turvo, e eu entendo muito pouco do que está realmente acontecendo. Só vou fazendo o que tem que ser feito, sem pensar muito.
Me senti bem novamente, livre.
Liberdade talvez seja o centro da minha galáxia de ansiedades.
Todas as questões que me doem os ombros estão de alguma forma relacionadas a liberdade.
O pior é que eu sempre soube, e mesmo assim não foi o suficiente para que eu conseguisse resolver, não sei se há solução, mas precisa haver.
Refleti sobre todas as questões que me afligem enquanto olhava o mar, o céu, a areia, as pessoas vivendo suas vidas e eu não vejo mais sentido em nada disso...
Mas no fundo eu ainda podia sentir a liberdade que enchia meu coração no final de 2017.
Olhar pro horizonte do mar e pensar no quão grande o mundo é, e que isso aqui não é nada na verdade.
Se aproxima um homem, achei que ele queria deixar a roupa dele perto de alguém e entrar na água.
Ele ficou me olhando, desistiu de entrar na água e sentou.
Eu podia ver ele me olhando.
Resolvi levantar para ir embora, já que não podia ficar com meus pensamentos em paz.
Escuto alguém assoviar, olho pra trás e ele esta indo na minha direção, porém sem me olhar. Só penso em me desvencilhar desse cara.
Será que estou enlouquecendo?
Mais uma ansiedade.
quarta-feira, 22 de maio de 2019
- Os que se alimentam da dor
terça-feira, 30 de abril de 2019
- Qual o sentido da vida?
Ela então foi partindo, mas sempre deixando uma pontinha pra que eu não esquecesse que ela está por aí e que sempre volta, sinto como uma doença sem cura, você alivia, passa a conseguir conviver com ela, mas no menor deslize ela se mostra presente. Entendi que aceitar essa condição não me faz mais fraca, na verdade tenho a sensação de que envelheci ao menos 10 anos nessa história toda. Fiz questionamentos que sozinha talvez eu não fizesse, ela me fez ver que a vida não é só bonita, tirou o filtro dos filmes e novelas, me trouxe a realidade. É bom enxergar a vida pelo lado ruim, é bom olhar através dos olhos de um pessimista de vez em quando.
Agora cheguei a um ponto em que me considero feliz, faço tudo que posso para me agradar, tenho vivido coisas que sempre sonhei. Provei que sou capaz de fazer coisas que eu jurava que não conseguiria e que por muitas vezes discuti para provar que eu realmente era incapaz. Não sou incapaz, e percebi que se eu consegui isso posso conseguir qualquer coisa. Porém retornei a um antigo questionamento: Qual é mesmo o sentido da vida?
Por mais feliz que eu seja agora, nada parece fazer muito sentido e o sentido que encontrei pra minha vida já não satisfaz.
Será que em algum momento fez? Ou eu só acreditava que fosse por ainda não tê-lo alcançado?
Será que sou uma criança frustrada descobrindo que alcançar objetivos aqui não significa alcançar a plenitude? Como alcançar a plenitude?
Independente de tudo, acredito que devo viver essa fase, que mais uma vez fará parte do meu amadurecimento.
Apenas espero que passe.
Sobre a foto: Talvez seja o sentido de alguém, alguns dias é o meu também.
quarta-feira, 24 de maio de 2017
- Quantos tragos eu quiser
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
- Em meio à crise
Acordei cedo, 8hrs eu já realmente tinha acordado, com resquícios da noite passada, ainda me sentindo ansiosa, decidi assistir um pouco da minha série favorita pra tentar me distrair. Horas passaram e acabei adormecendo, mas sei que dormi muito mais porque eu quis dormir do que por sono. Acordei 12h, atrasada pro trabalho, mas nada de absurdo, se eu levantasse do sofá naquele momento e fosse tomar banho chegaria lá por volta de 14h, é um bom atraso, mas nada muito além do que eles estão acostumados. Mas não foi tão simples. Uma sensação de impotência terrível começou a tomar conta de mim, e eu simplesmente não conseguia sair do lugar. Toda vez que eu me perguntava o porquê, acabava me distraindo
Aí vem outra pá de terra pra me enterrar cada vez mais nesse buraco, todo mundo vivendo suas vidas normalmente e eu aqui, eu aqui achando que todos conhecem minhas inseguranças, que ninguém me respeita, porque sabem que sou uma insegura do caralho, na real ninguém deve nem se importar, mas minha cabeça não funciona assim nas crises. Como essa análise do instagram, por exemplo. Sei que na real ninguém é aquela felicidade e espontaneidade, mas porra essa confusão de sentimentos me faz acreditar em qualquer mentira.
Continuei enterrada no sofá, sem "força" nem pra levantar e tomar a merda do remédio, nesse tempo, já eram 13hrs, mas ok Damine, você ainda consegue chegar lá por volta das 15hrs, é melhor se atrasar do que faltar, certo? Seu trabalho é importante, não é? Você tem um monte de coisas pra fazer lá hoje! Não! Não consigo pensar em pôr os pés fora de casa, e daí, mais um tópico pra minha crise de ansiedade, eu deveria estar no meu trabalho, deveria cumprir com minhas obrigações, ninguém aguenta mais meus problemas psicológicos, ninguém na verdade nem entende, tudo parece uma desculpa pra não ir trabalhar, pra não ir pra festa que todos meus amigos vão estar, pra não terminar um projeto que eu tanto queria. E eu me pergunto "QUAL A PORRA DO MEU PROBLEMA?", todo mundo fazendo o que precisa ser feito e eu aqui chorando, até quando essa porra vai me soterrar? Até eu perder tudo?
Achei que isso estava perto do fim, agora vejo que não, toda a pressão explodindo nos meus ombros, eu não aguento mais essas dores, eu não aguento mais ocupar essa mente que não descansa nunca.
Sobre a foto: Eu esperava mais de você garota.
terça-feira, 13 de setembro de 2016
- E se fosse vermelho?
"Ando pela Praia de Botafogo,
em direção a Voluntários. passo em frente ao shopping,
cruzo a Muniz Barreto,
chego na praça do metrô.
Ainda distante do Largo dos Leões,
eu chego a te procurar em cada rua
ou cada esquina desse bairro.
Cada sinal vermelho que noto em meu
olhar periférico, torço para que seja
teus cabelos voando ao vento.
Lembro de Matrix.
Morpheus me pergunta: pílula azul ou vermelha?
Certamente escolhi a azul.
Mas ainda sinto o cheiro da vermelha.
Ainda tenho a curiosidade, o desejo.
O mundo por trás do meu mundo de aparência
que sempre julguei ser real.
Passos, passos, curvas, buzinas, tropeços.
Ando, ando, ando e termino no mesmo lugar.
Mine, Mine, Mine.
Poderia ser a palavra inglesa,
mas é só teu nome."
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
- Amor em muitas "missões"
Sobre a foto: "O Nome do Vento", fantasia épica, preciso ler.
terça-feira, 6 de outubro de 2015
- O futuro então...
Mais de um ano sem dar as caras aqui, e nem consigo calcular quanta coisa mudou nesse tempo.
Amor partindo, a sanidade deixando de existir, depressão cada vez mais presente, crises de ansiedade, remédios, bebidas, choros, gritos, um pouco automutilação, e nada de esperança ou ao menos objetivo de vida, nada.
Tentando empurrar com a barriga a minha existência, forjando objetivos de vida, criando um personagem para sobreviver e ainda assim assumindo meu papel real, meu fracasso visível que eu já cansei de negar. Então me apresento assim para parte do mundo, todo este fracasso é meu, se vitimizar já não faz mais parte do plano.
Por outro lado, continuo caminhando com falsos objetivos, que por mais que contenham muito amor, já não satisfazem aquela coisa chamada alma, pois na verdade, tudo que eu queria era não existir mais.
- Faculdade de Jornalismo;
- Winter Place;
- Fotografia;
Prometo voltar.
Sobre a foto: Solidão define.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
- O que restou
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Às três da manhã
Hoje a ideia é vaga e nada sã.
É um esboço da minha realidade, não mais que um rabisco mal feito, sem jeito, um igual a tantos.
Tantos que sofrem, ninguém mais sorri.
Estão todos iguais, tentando desesperadamente se destacar pela diferença, sem saber, lutando pra ser só mais um.
Não amam mais, agora todos sofrem por amor, se lamentam, se martirizam, se matam por ele e todos sofrem demais, uma dor que ninguém é capaz de compreender, que ninguém sente igual, a nossa dor é sempre maior.
Sinceramente, sinto saudade do piegas, do romance clichê, declarações melosas. Mas hoje, só há dor, essa é a última moda, a dor se tornou cool, e a autenticidade (é, estou de volta à essa questão) da personalidade humana e a espontaneidade dos sentimentos que deveria ser essencial, se perde em meio à toda necessidade de ser mais que alguém, sendo só mais alguém.
Sobre a foto: Sobre as cartas de amor, que já não existem mais.
quarta-feira, 12 de março de 2014
O Cárcere do Amor
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Who Says?
quarta-feira, 28 de março de 2012
- De tempos em tempos

Nunca consigo manter um padrão aqui, talvez eu não consiga manter o padrão em tudo, aliás acho que nada deveria ter um padrão, ou se tiver, deve ser superado, pois assim se torna mais interessante ou menos tedioso.
Eu teria muita coisa a dizer sobre a minha vida, mas também acho que seria só mais um padrão, por se tratar de um blog pessoal, e enquanto escrevo isso me pergunto o que seria sair do padrão aqui, talvez citar algum assunto polémico? Ou quem sabe dar uma opinião bruta e drástica sobre algum tabu? Ou simplesmente terminar isso aqui como se nem tivesse começado...
Sobre a foto: Courage My Love (banda boa pra kct) \m/









