Eu nasci e não podia enxergar, era muito nova, mal sabia caminhar e me colocaram fones de ouvido, tocando músicas de adultos e eu mal havia escutado o real som das coisas. Elas me diziam como eu deveria me comportar e o que era certo, mas nem sempre eu acreditava. Apesar de ter apenas 13 anos, eu era inteligente, mas só depois eu percebi que muita coisa passou e eu não havia entendido. Eu só tinha 13 anos e precisei dançar a dança dos adultos, que mais parecia um eterno jogo de xadrez. Talvez só 18 anos depois eu esteja de fato entendendo o que todo aquele ruído significou, talvez somente agora, nesta noite de 22 de outubro.
sábado, 21 de outubro de 2023
sexta-feira, 14 de julho de 2023
- Somente eu
Fazem 16 graus lá fora e eu bebi uma garrafa de carménère
Fiquei sem sono apesar de ser sexta
Fui tomar banho apenas pra dormir
Mas banho quente é muito bom, né?
Melhor do que podia imaginar, tomar banho já não era uma necessidade, era uma sensação
Água quente esquentando meu corpo
Pensei em como poderia melhorar este momento...
E se eu jogar óleo no meu corpo todo?
Ao invés de me secar, continuar na água quente?
Bom...
O cheiro de flor de baunilha preenche o ambiente
Muito bom sentir minha pele, muito bom minhas mãos massagearem meu próprio corpo
Muito bom...
Eu posso fazer qualquer coisa por mim
Incrível sentir prazer em mim.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2021
- Fermentação
Frases e mais frases apagadas. Eu não consigo escrever sobre você. São enormes sentimentos embolados dentro de mim, eu quero falar, quero que me ouçam, quero me ouvir. Mas eu sempre escolho a solidão para chorar, quando ninguém mais vê, eu solto tudo, quase explode.
Superar...
É o que eu mais penso e escuto. Me questiono quando irei. Já fazem meses, e começo aceitar que talvez eu nunca supere. Isso me apavora, percebo que não sei de nada, e você sempre soube. Existir não é fácil.
Eu sinto como se fosse rasgar. Rasgar com o peso dos meus pensamentos, como uma bexiga cheia d'água. Pensamentos fermentados, crescendo e crescendo mais, mais. Queria rasgar, explodir, que se foda. Não aguento o peso, me sufoca, me tira o sono, o rumo... caminho por lugares que nunca caminhei, ou talvez só não tivesse coragem de admitir. Eu queria você aqui porra!
Te mando mensagens sempre, hipocritamente, mais do que antes. Qual é a porra do meu problema? 10 meses sem você e isso é tudo que consigo escrever? Só agora?
Eu preferia explodir.
Talvez eu precise.
sábado, 9 de maio de 2020
- Alguém vivendo a vida minha vida
Existem questões que a gente não ilumina, porque não queremos ter clareza sobre elas. Elas doem e a gente sabe, mesmo sem nunca enfrentar.
Daí entramos na nossa zona de conforto, fingindo não ver, fugindo de nós mesmos.
E onde isso nos leva? Acredito que lugar nenhum, e não vejo sentido em viver cada dia, aceitando ser a mesma pessoa de sempre. Meu objetivo aqui é o contrário, quero evoluir como pessoa, e isso inevitavelmente me fará trazer à luz minhas questões que demonstram o quão pequena eu sou, questões essas que fazem eu me sentir como a criança que chorava sentada à porta, trancada sozinha em casa, que eu lembro ter sido um dia.
Esse ato pode causar uma desestabilização na autoestima, mas do que adianta ter uma autoestima equilibrada em falsos pilares? É mexer no que temos de mais íntimo, onde não deixamos ninguém entrar, e cá estou, trazendo isso de dentro, para público, não só à luz dos meus pensamentos.
Há tempos eu acompanho uma menina, e toda vez que vejo uma atualização sobre a vida dela, me sobe uma raiva...
Já senti muito esse sentimento ao longo da vida, e nunca o confrontei.
Diversas vezes eu me sentia mal pela falta de privilégios que tive. Em comparação ao meu círculo de amigos, tive uma infância bem pobre. Isso fez com que eu não conseguisse enxergar meus privilégios por muito tempo. Hoje sei disso, e estou sempre me questionando, tentando enxergar meus privilégios, mesmo quando não são tão claros.
Já não tenho mais a vida humilde que eu tinha.
Não posso mais justificar minha raiva, ao ver o que a tal menina faz com a própria vida. Demorei pra aceitar, mas resolvi confrontar essa questão, há tanto sufocada por mim.
Então eu trouxe.
E percebi que me irrito, não por ela tentar e conseguir fazer coisas que eu sonho, não é ela o problema, nunca foi.
O problema é a minha incapacidade de dar o passo, de ter a coragem.
Eu poderia fazer o que quisesse, se seria bom ou não, só a tentativa poderia dizer. Mas eu permaneço aqui, com um monte de achismos, com raiva, com inveja. Por mais que me doa, é isso, inveja, não da vida, mas da coragem, do desprendimento de julgamentos.
Não serei injusta comigo, sei que muito do que me impede remete à depressão que não me larga, por mais que eu melhore. Consigo viver minha vida desde que eu não me veja vivendo ela, quando eu me vejo, eu odeio.
Mas tanta gente me ama e me acha legal, o que tem de errado então?
Sigo aqui com a sensação de que estão vivendo a minha vida, sem me dar conta de que essa vida não é minha. Afinal, apenas o que estou vivendo é meu, somente isso.
Deveria então, olhar para toda maravilhosa vivência que eu tive até aqui, com um pouco mais de admiração?
Deveria eu, parar de olhar as redes sociais e olhar pra esse blog, ou para as longas conversas com meus amigos?
Devo olhar para a mulher que me tornei, enxergando não só os privilégios, mas também as conquistas, que só eu conheço a dimensão?
Sei a resposta dessas perguntas, mas não sei se é o suficiente para sair do buraco.
No fim acho que existem muitas questões entrelaçadas, como "a felicidade só é real quando compartilhada" e a minha claramente não é, "a grama do vizinho é sempre mais verde", e a dificuldade de amar a minha imagem. Coisas que demandarão muita reflexão, a fim de tentar resolver.
E essa vida, felizmente, só eu posso viver.
sábado, 24 de agosto de 2019
- Ansiedades
Acordei às 3 da manhã, não consegui mais dormir. Talvez eu já não durma bem há tempos, durmo por muitas horas e sempre estou cansada.
Eu sei o motivo, sei que meu corpo fica tenso o dia todo, que meu esforço físico é maior do que parece.
Durante a pior época da depressão, sempre convivi com uma forte ansiedade. Mas foi um período turvo, minha ansiedade se resumia a meus relacionamentos e a forma como as pessoas me viam. Acredito que tinham outras razões, mas nunca consegui identificar.
Agora eu vejo a ansiedade de forma mais clara, percebo as questões que me fazem não conseguir relaxar. O problema disso é que quase tudo tem sido motivo. Não sei se estou passando por um período digno de uma produção cinematográfica, ou se a ansiedade me traz uma óptica distorcida dos fatos. Fico com a segunda opção, já que somos amigas de longa data, conheço suas curvas.
O dia amanheceu e desisti de dormir.
Sentada na janela olhando as nuvens cruzem meu campo de visão, resolvi que era melhor olhar o mar.
O mar que sempre me fez bem, me ajudou a refletir sobre questões tão importantes e revolucionárias dentro do meu universo.
Então eu fui colocar meus pés na areia, e tentar me sentir como me sentia no passado. Faz muito tempo que não me sinto livre, o dia a dia é turvo, e eu entendo muito pouco do que está realmente acontecendo. Só vou fazendo o que tem que ser feito, sem pensar muito.
Me senti bem novamente, livre.
Liberdade talvez seja o centro da minha galáxia de ansiedades.
Todas as questões que me doem os ombros estão de alguma forma relacionadas a liberdade.
O pior é que eu sempre soube, e mesmo assim não foi o suficiente para que eu conseguisse resolver, não sei se há solução, mas precisa haver.
Refleti sobre todas as questões que me afligem enquanto olhava o mar, o céu, a areia, as pessoas vivendo suas vidas e eu não vejo mais sentido em nada disso...
Mas no fundo eu ainda podia sentir a liberdade que enchia meu coração no final de 2017.
Olhar pro horizonte do mar e pensar no quão grande o mundo é, e que isso aqui não é nada na verdade.
Se aproxima um homem, achei que ele queria deixar a roupa dele perto de alguém e entrar na água.
Ele ficou me olhando, desistiu de entrar na água e sentou.
Eu podia ver ele me olhando.
Resolvi levantar para ir embora, já que não podia ficar com meus pensamentos em paz.
Escuto alguém assoviar, olho pra trás e ele esta indo na minha direção, porém sem me olhar. Só penso em me desvencilhar desse cara.
Será que estou enlouquecendo?
Mais uma ansiedade.
Eu sei o motivo, sei que meu corpo fica tenso o dia todo, que meu esforço físico é maior do que parece.
Durante a pior época da depressão, sempre convivi com uma forte ansiedade. Mas foi um período turvo, minha ansiedade se resumia a meus relacionamentos e a forma como as pessoas me viam. Acredito que tinham outras razões, mas nunca consegui identificar.
Agora eu vejo a ansiedade de forma mais clara, percebo as questões que me fazem não conseguir relaxar. O problema disso é que quase tudo tem sido motivo. Não sei se estou passando por um período digno de uma produção cinematográfica, ou se a ansiedade me traz uma óptica distorcida dos fatos. Fico com a segunda opção, já que somos amigas de longa data, conheço suas curvas.
O dia amanheceu e desisti de dormir.
Sentada na janela olhando as nuvens cruzem meu campo de visão, resolvi que era melhor olhar o mar.
O mar que sempre me fez bem, me ajudou a refletir sobre questões tão importantes e revolucionárias dentro do meu universo.
Então eu fui colocar meus pés na areia, e tentar me sentir como me sentia no passado. Faz muito tempo que não me sinto livre, o dia a dia é turvo, e eu entendo muito pouco do que está realmente acontecendo. Só vou fazendo o que tem que ser feito, sem pensar muito.
Me senti bem novamente, livre.
Liberdade talvez seja o centro da minha galáxia de ansiedades.
Todas as questões que me doem os ombros estão de alguma forma relacionadas a liberdade.
O pior é que eu sempre soube, e mesmo assim não foi o suficiente para que eu conseguisse resolver, não sei se há solução, mas precisa haver.
Refleti sobre todas as questões que me afligem enquanto olhava o mar, o céu, a areia, as pessoas vivendo suas vidas e eu não vejo mais sentido em nada disso...
Mas no fundo eu ainda podia sentir a liberdade que enchia meu coração no final de 2017.
Olhar pro horizonte do mar e pensar no quão grande o mundo é, e que isso aqui não é nada na verdade.
Se aproxima um homem, achei que ele queria deixar a roupa dele perto de alguém e entrar na água.
Ele ficou me olhando, desistiu de entrar na água e sentou.
Eu podia ver ele me olhando.
Resolvi levantar para ir embora, já que não podia ficar com meus pensamentos em paz.
Escuto alguém assoviar, olho pra trás e ele esta indo na minha direção, porém sem me olhar. Só penso em me desvencilhar desse cara.
Será que estou enlouquecendo?
Mais uma ansiedade.
quarta-feira, 22 de maio de 2019
- Os que se alimentam da dor
Preciso muito falar sobre esse assunto, talvez o texto fique grande, mas não posso deixar passar.
Existem pessoas que se alimentam do que está quebrado em você, guarde isso.
Fique claro que quando digo "quebrado" é subjetivo, não significa algo propriamente ruim, e não tenho autoridade ou competência pra dizer o que é certo ou errado. Falo sobre mim e o que estava quebrado na minha vida por muito tempo.
Essa autoquíria se desenvolvia de diversas formas, sendo elas a própria mutilação, abuso de drogas (álcool e cigarro), depreciação pessoal pública constante e libertinagem, e aqui no que se refere a libertinagem preciso elucidar:
Não vejo a libertinagem ou promiscuidade como algo condenável, pra mim isso fazia parte de uma "mutilação", pois essa era a sua função. Eu não me relacionava com várias pessoas de forma livre e sem pudor somente por querer. Diversos fatores me levavam a isso, e dentre eles estavam a necessidade de aceitação, carência, crença de que meu papel como mulher era de servidão ao prazer masculino, e no fim me ferir de mais uma forma.
Em nossas conversas, sempre ficou clara essa rebeldia para comigo mesma. Era algo que eu chegava a ter orgulho de expressar. Tinha a sensação de que a minha forma de viver a vida era a correta, me arriscando a buscar todos os prazeres possíveis, sem perceber que era uma doença, que eu era vítima e que na verdade não entendia nada do que estava acontecendo.
Por vezes tentei convencê-lo a se arriscar comigo, e em quase todas ele cedeu. Éramos adolescentes ainda.
O tempo foi passando, e eu já adulta e ciente da depressão, continuava vivendo uma vida destrutiva, as coisas tinham mudado pra pior, já que ser adulta me permitia fazer o que eu quisesse.
E foi então que eu comecei a entender.
Ele sempre me procurava de tempos em tempos, e as condições eram sempre as mesmas: Tinha terminado um namoro; dado um tempo; estava afastado da igreja; andava se arriscando. Não demorei pra perceber esses padrões, mas demorei pra aceitar que isso estava acontecendo. Toda vez que essa vontade de se destruir passava, e ele voltava a sua vida normal, eu era excluída ou bloqueada em todas as redes sociais, como se eu fosse algo a se esconder, esquecer. Eu via tudo isso, mas nunca mexeu comigo ao ponto de buscar saber o porquê, afinal eu queria a oportunidade pra me destruir mais uma vez, e isso poderia vir de qualquer pessoa. Mas apesar dessa relação inconstante, acreditava sermos amigos. Até que tivemos nossa última conversa, e tudo ficou claro.
2019 e eu estou melhor. Tenho minhas crises, mas no geral sigo bem, posso dizer que sou feliz. E depois de um ano sem nos falarmos ele veio me procurar. Disse que estava com saudade, que lembrou de mim, que estava arriscando, que "só faltou fumar maconha". Eu entendi. Ele queria minha promiscuidade, minha doença, o eu quebrado. Ainda tô quebrada, mas me preocupo muito mais em consertar do que alimentar essa dor. Então me perguntou como eu estava, e respondi da melhor maneira possível. Falei sobre o quanto estou feliz, sobre tudo que ando fazendo e amo, sobre os vícios que larguei, sobre minhas conquistas, realmente cantei minha vitória, pequena porém muito significativa, e fui respondida da forma como eu já esperava.
Não houve resposta.
Sobre a foto: Dos que se alimentam da dor.
terça-feira, 30 de abril de 2019
- Qual o sentido da vida?
A depressão me afundou por muitos anos, lembro de achar que não teria fim, já não lembrava como era não conviver com ela, cheguei até a pensar que ela sempre foi presente. Ela trazia consigo — ou talvez fossem pequenas partes que formavam o monstro — questionamentos, muitos deles sobre o sentido da vida. A minha vida não tinha sentido ou direção, eu não sabia porquê estava aqui e o que precisava fazer, até o dia que desisti de tentar entender e aceitei como meu sentido da vida "ser feliz". Simplesmente entendi que deveria fazer tudo que fosse possível para fazer bem a mim, para ser feliz, aproveitar cada momento ao máximo e isso foi libertador.
Ela então foi partindo, mas sempre deixando uma pontinha pra que eu não esquecesse que ela está por aí e que sempre volta, sinto como uma doença sem cura, você alivia, passa a conseguir conviver com ela, mas no menor deslize ela se mostra presente. Entendi que aceitar essa condição não me faz mais fraca, na verdade tenho a sensação de que envelheci ao menos 10 anos nessa história toda. Fiz questionamentos que sozinha talvez eu não fizesse, ela me fez ver que a vida não é só bonita, tirou o filtro dos filmes e novelas, me trouxe a realidade. É bom enxergar a vida pelo lado ruim, é bom olhar através dos olhos de um pessimista de vez em quando.
Agora cheguei a um ponto em que me considero feliz, faço tudo que posso para me agradar, tenho vivido coisas que sempre sonhei. Provei que sou capaz de fazer coisas que eu jurava que não conseguiria e que por muitas vezes discuti para provar que eu realmente era incapaz. Não sou incapaz, e percebi que se eu consegui isso posso conseguir qualquer coisa. Porém retornei a um antigo questionamento: Qual é mesmo o sentido da vida?
Por mais feliz que eu seja agora, nada parece fazer muito sentido e o sentido que encontrei pra minha vida já não satisfaz.
Será que em algum momento fez? Ou eu só acreditava que fosse por ainda não tê-lo alcançado?
Será que sou uma criança frustrada descobrindo que alcançar objetivos aqui não significa alcançar a plenitude? Como alcançar a plenitude?
Independente de tudo, acredito que devo viver essa fase, que mais uma vez fará parte do meu amadurecimento.
Apenas espero que passe.
Sobre a foto: Talvez seja o sentido de alguém, alguns dias é o meu também.
Ela então foi partindo, mas sempre deixando uma pontinha pra que eu não esquecesse que ela está por aí e que sempre volta, sinto como uma doença sem cura, você alivia, passa a conseguir conviver com ela, mas no menor deslize ela se mostra presente. Entendi que aceitar essa condição não me faz mais fraca, na verdade tenho a sensação de que envelheci ao menos 10 anos nessa história toda. Fiz questionamentos que sozinha talvez eu não fizesse, ela me fez ver que a vida não é só bonita, tirou o filtro dos filmes e novelas, me trouxe a realidade. É bom enxergar a vida pelo lado ruim, é bom olhar através dos olhos de um pessimista de vez em quando.
Agora cheguei a um ponto em que me considero feliz, faço tudo que posso para me agradar, tenho vivido coisas que sempre sonhei. Provei que sou capaz de fazer coisas que eu jurava que não conseguiria e que por muitas vezes discuti para provar que eu realmente era incapaz. Não sou incapaz, e percebi que se eu consegui isso posso conseguir qualquer coisa. Porém retornei a um antigo questionamento: Qual é mesmo o sentido da vida?
Por mais feliz que eu seja agora, nada parece fazer muito sentido e o sentido que encontrei pra minha vida já não satisfaz.
Será que em algum momento fez? Ou eu só acreditava que fosse por ainda não tê-lo alcançado?
Será que sou uma criança frustrada descobrindo que alcançar objetivos aqui não significa alcançar a plenitude? Como alcançar a plenitude?
Independente de tudo, acredito que devo viver essa fase, que mais uma vez fará parte do meu amadurecimento.
Apenas espero que passe.
Sobre a foto: Talvez seja o sentido de alguém, alguns dias é o meu também.
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