quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

- Em meio à crise

Tô aqui, numa mistura de crise de ansiedade com depressão, às vezes parece que uma coisa vem arrastando a outra, eu nem consigo entender mais nada.

Acordei cedo, 8hrs eu já realmente tinha acordado, com resquícios da noite passada, ainda me sentindo ansiosa, decidi assistir um pouco da minha série favorita pra tentar me distrair. Horas passaram e acabei adormecendo, mas sei que dormi muito mais porque eu quis dormir do que por sono. Acordei 12h, atrasada pro trabalho, mas nada de absurdo, se eu levantasse do sofá naquele momento e fosse tomar banho chegaria lá por volta de 14h, é um bom atraso, mas nada muito além do que eles estão acostumados. Mas não foi tão simples. Uma sensação de impotência terrível começou a tomar conta de mim, e eu simplesmente não conseguia sair do lugar. Toda vez que eu me perguntava o porquê, acabava me distraindo sem querer no instagram. 
Aí vem outra pá de terra pra me enterrar cada vez mais nesse buraco, todo mundo vivendo suas vidas normalmente e eu aqui, eu aqui achando que todos conhecem minhas inseguranças, que ninguém me respeita, porque sabem que sou uma insegura do caralho, na real ninguém deve nem se importar, mas minha cabeça não funciona assim nas crises. Como essa análise do instagram, por exemplo. Sei que na real ninguém é aquela felicidade e espontaneidade, mas porra essa confusão de sentimentos me faz acreditar em qualquer mentira. 
Continuei enterrada no sofá, sem "força" nem pra levantar e tomar a merda do remédio, nesse tempo, já eram 13hrs, mas ok Damine, você ainda consegue chegar lá por volta das 15hrs, é melhor se atrasar do que faltar, certo? Seu trabalho é importante, não é? Você tem um monte de coisas pra fazer lá hoje! Não! Não consigo pensar em pôr os pés fora de casa,  e daí, mais um tópico pra minha crise de ansiedade, eu deveria estar no meu trabalho, deveria cumprir com minhas obrigações, ninguém aguenta mais meus problemas psicológicos, ninguém na verdade nem entende, tudo parece uma desculpa pra não ir trabalhar, pra não ir pra festa que todos meus amigos vão estar, pra não terminar um projeto que eu tanto queria. E eu me pergunto "QUAL A PORRA DO MEU PROBLEMA?", todo mundo fazendo o que precisa ser feito e eu aqui chorando, até quando essa porra vai me soterrar? Até eu perder tudo?

Achei que isso estava perto do fim, agora vejo que não, toda a pressão explodindo nos meus ombros, eu não aguento mais essas dores, eu não aguento mais ocupar essa mente que não descansa nunca.





Sobre a foto: Eu esperava mais de você garota.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

- E se fosse vermelho?

Recebi um texto de uma das pessoas mais incríveis que tive o prazer de conhecer no ano passado, e chego a me espantar com a maneira que ele escreve sobre mim. Este não é o primeiro, e espero que também não seja o último, pois estas palavras são importantes pra mim.

"Ando pela Praia de Botafogo, 
em direção a Voluntários. 
passo em frente ao shopping, 
cruzo a Muniz Barreto,
chego na praça do metrô.
Ainda distante do Largo dos Leões,
eu chego a te procurar em cada rua
ou cada esquina desse bairro.
Cada sinal vermelho que noto em meu 
olhar periférico, torço para que seja
teus cabelos voando ao vento.
Lembro de Matrix. 
Morpheus me pergunta: pílula azul ou vermelha?
Certamente escolhi a azul.
Mas ainda sinto o cheiro da vermelha.
Ainda tenho a curiosidade, o desejo.
O mundo por trás do meu mundo de aparência
que sempre julguei ser real.
Passos, passos, curvas, buzinas, tropeços.
Ando, ando, ando e termino no mesmo lugar.
Mine, Mine, Mine. 
Poderia ser a palavra inglesa,
mas é só teu nome."


Sobre a foto: Foto de um dia maravilhoso com o autor. 


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

- Amor em muitas "missões"

Tento deixar tudo como está, fingir que já não penso mais, porém pensar já está impregnado em mim, é como tentar desviar o olhar ao partir. 

Sempre ouvi relacionarem amor a contos de fadas, mas vivendo, descobri que o amor é uma verdadeira fantasia épica, que te leva a beirar a morte várias vezes. Não é calmo e tranquilo como uma princesa esperando um beijo para ser acordada, é tumultuado, confuso e perigoso, como lutar contra um exército de orcs, requer vontade, muita vontade. Estive esse tempo todo, segurando com apenas uma mão, vivenciando toda essa turbulência, tentando ao máximo me manter ali, mas infelizmente você me soltou.

Caindo eu pude sentir toda a dor de existir só, de não ser mais a diferença, não ser o bom dia e o boa noite. E todas as tatuagens que fiz, nunca cessarão o anseio da minha carne pela dor que torce minha existência, torcendo como algo simples e frágil ao ponto de rasgar.

Então permaneço aqui, criando minhas ilusões já tão clichês, que também já não me enganam mais.


Sobre a foto: "O Nome do Vento", fantasia épica, preciso ler.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

- O futuro então...

O que falar sobre a vida? 
Mais de um ano sem dar as caras aqui, e nem consigo calcular quanta coisa mudou nesse tempo. 
Amor partindo, a sanidade deixando de existir, depressão cada vez mais presente, crises de ansiedade, remédios, bebidas, choros, gritos, um pouco automutilação, e nada de esperança ou ao menos objetivo de vida, nada.

Tentando empurrar com a barriga a minha existência, forjando objetivos de vida, criando um personagem para sobreviver e ainda assim assumindo meu papel real, meu fracasso visível que eu já cansei de negar. Então me apresento assim para parte do mundo, todo este fracasso é meu, se vitimizar já não faz mais parte do plano.

Por outro lado, continuo caminhando com falsos objetivos, que por mais que contenham muito amor, já não satisfazem aquela coisa chamada alma, pois na verdade, tudo que eu queria era não existir mais.

- Faculdade de Jornalismo;
- Winter Place;
- Fotografia;


Prometo voltar.

Sobre a foto:  Solidão define.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

- O que restou


Sempre um sorriso ao me receber, 

Ainda sinto a fumaça da fogueira queimar em mim, 
O cheiro impregnado no meu cabelo.
Os domingos tão nossos,
As manhãs de segunda dolorosas,
Há vontade de estar com você.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Às três da manhã


Hoje a ideia é vaga e nada sã.
É um esboço da minha realidade, não mais que um rabisco mal feito, sem jeito, um igual a tantos.
Tantos que sofrem, ninguém mais sorri.

Estão todos iguais, tentando desesperadamente se destacar pela diferença, sem saber, lutando pra ser só mais um.

Não amam mais, agora todos sofrem por amor, se lamentam, se martirizam, se matam por ele e todos sofrem demais, uma dor que ninguém é capaz de compreender, que ninguém sente igual, a nossa dor é sempre maior.

Sinceramente, sinto saudade do piegas, do romance clichê, declarações melosas. Mas hoje, só há dor, essa é a última moda, a dor se tornou cool, e a autenticidade (é, estou de volta à essa questão) da personalidade humana e a espontaneidade dos sentimentos que deveria ser essencial, se perde em meio à toda necessidade de ser mais que alguém, sendo só mais alguém.


Sobre a foto: Sobre as cartas de amor, que já não existem mais.

quarta-feira, 12 de março de 2014

O Cárcere do Amor

Parei me perguntando, do que se trata o amor, do porquê as pessoas se relacionam e tudo mais.

Talvez à 20 anos atrás, minhas perguntas parecessem um tanto estranhas, sem sentido, como se eu fosse apenas algum louco que desacredita do amor, e talvez para você que está lendo, também pareça isso. Mas assim como o conceito de certo e errado mudou com relação a muitas questões da nossa sociedade, isso vem mudando e quase ninguém percebe, porém é simples de enxergar.

Pense no relacionamento de 80% dos seus amigos do Facebook, quantos deles duram mais que 5 anos, por exemplo? Quantos deles duram com o amor ali, cheio de vida? Podem ser minhas apenas decepções que tomam partido dessa solitária discussão, mas eu realmente desacredito do amor contemporâneo, na realidade, até acredito que exista, mas são tão raros de se ver quanto casamentos duradouros, as pessoas parecem não se importar com sentimentos, só interessam status, o que você pode ganhar com isso ou não e todo aquele espírito de companheirismo, já não existe mais. 

Então tudo isso é apenas para expressar um ponto de vista que estava guardado em mim, e talvez também seja um apelo desesperado, para que não destruam o amor, deixe-o florescer, crescer, e que seja verdadeiro, assim poderemos amar ao menos como os nossos pais.

Sobre a foto: Por quem você seguraria o peso do céu?